domingo, 1 de abril de 2012

Mais uma ... de Hipocrisia

Uma das coisas mais desagradáveis que sou obrigado a conviver no convívio com “pastores”, é a hipocrisia doutrinária comparativa. Líderes de ministérios estão todo o tempo fazendo comparações. Desde o número de “membros” em uma determinada congregação, passando pelas estratégias que oferecem resultados, pelas análises pseudo intelectuais de suas fundamentações teológicas e, finalmente, com a arrecadação nos gasofilácios. É sempre assim. Escolhem como critério de comparação aquilo que julgam serem melhores que os demais. Ninguém jamais quer ser comparado em um quesito que seja um ponto fraco de seu ministério/igreja.

Nesta fúria estúpida por desejar ser melhor que outros, uma das coisas que mais me ofende são os pastores retrucadores. Aqueles que sempre tem alguma coisa a acrescentar… e adoram citar textos gringos para sustentar seus pontos de vista. Temos uma geração falida em vários quesitos… e que encontrou no estilo de ser “cabeção”, a maneira de ser idolatrada por suas ovelhas. É uma pena que ficar calado é uma das coisas que o “amplo conhecimento” não ensina a nenhum pastor. Uma geração de pessoas hipócritas e louca para dar respostas a todas as coisas (como se isso fosse possível).
E além de tudo, uma geração idólatra, que coloca pessoas de ministérios distantes como “grandes”, enquanto ignora completamente as virtudes e acertos de seus compatriotas; talvez por os considerar como concorrência.
De métodos as igrejas também estão fartas. Já sabemos até como xingar com propósito, apostolicamente ou em células. Mas tudo isto não foi capaz de produzir a tal revolução que arde no coração dos verdadeiros filhos de Deus. Um pastor que se considera treinado, preparado ou cheio de métodos e experiência, deve necessariamente ser desqualificado do serviço. Este já possui seu coração corrompido pela soberba. Não dá pra ignorar que Jesus escolheu para seus discípulos exatamete o tipo de gente que jamais escolheríamos para líderes. Jesus errou? Somos nós melhores?
Pastores, líderes, ministérios e pessoas… todos devem se apresentar de maneira transparente. Precisamos ser inspiradores mas também autênticos. Somos altamente capazes de falar sobre a glória de Deus… mas de que adianta apenas falar? Deveríamos nos revirar do avesso, mostrando nossas angústias, dificuldades, sofrimentos, medos… e TAMBÉM nossa única esperança. Devemos jogar a imagem do pastor e do super-crente no lixo. Por que o mundo jamais precisou de tais pessoas. O mundo precisa de pessoas de verdade, especialistas em chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Pessoas que apesar de todo o sofrimento e dificuldade, são os primeiros a por mão no bolso em favor do desconhecido que passa por necessidade.
A luz do evangelho brilha muito mais em pessoas reais.
Aqueles que olham para pessoas e enxergam como elas realmente são.
E que consideram a todos superiores a si mesmos. Pela fé!

sábado, 3 de março de 2012

Uma derradeira carta do Inferno

Denominacionalismo e doutrinas de homens são fogo no rastilho neste ensaio bombástico homenageando famosa série de C.S. Lewis. 

 Chamo-me Wormwood. Fiquei famoso por minhas aparições nas páginas de um jornal britânico, o The Gardian, em artigos produzidos por C. S. Lewis. Ele, pensador cristão, anglicano, autor da consagrada trilogia Crônicas de Narnia, dispensa apresentações. Eu, para aqueles que não me conhecem, devo esclarecer desde início: sou um demônio. Também devo apresentar meu Tio, Screwtape, que durante bom tempo, com toda paciência e dedicação, instruiu-me na arte de fazer as almas se perderem eternamente. As cartas que me enviava, contendo seus conselhos, acabaram apelidadas “Cartas do Coisa-Ruim” - pura maldade da oposição. Ele, claro, era também um demônio, só que muito mais experiente. Digo ‘era’ como força de expressão, já que não pode deixar de ser, nem que desejasse. Apenas aposentou-se, e hoje, sou eu quem catequiza os demônios mais novos por meio de cartas. A carta que você tem em mãos é uma exceção. Nunca escrevo para as minhas vítimas. Na verdade, sempre falo com elas, mas disfarçadamente: um dos meus disfarces favoritos me faz parecido a um anjo bom; ‘anjo de luz’ como diria certo São Paulo, que, para minha sorte, vocês cristãos não costumam dar ouvidos (apesar de se dizerem o povo da Escritura). “Porque você lhes escreveria?”, perguntou-me tio Screwtape, adivinhando minhas intenções. Sinto, incomodado por certa nostalgia, uma vontade imensa de agradecer. Ora, sei que a gratidão não é algo possível à natureza de alguém como eu, mas tem coisas que vocês entendem melhor por antropoformismos, bem sei. Metafísica de botequim à parte, deixem-me ser grato! Ah, tenho tantos motivos! Pode ser até que lhes escreva outras vezes, mas hoje o tema da minha gratidão é por vocês terem se esquecido do mero cristianismo. Uns querem ‘pentecostalizar’ o mundo, outros ‘prebiterianizá-lo’, outro tanto só pensa em ‘anglicanizar’... Mero Cristianismo, escrito assim com letras maiúsculas e tudo mais – como iria preferir o já citado C. S. Lewis -, é aquele que não oferece ajuda “a ninguém que esteja hesitante entre duas denominações cristãs”. Em outras palavras, é pregar Cristo por Cristo, Cristo na Cruz, Cristo no Gólgota, Cristo à destra de Deus, ... Ressuscitado. Posto de outro modo: mero cristianismo é não sucumbir à tentação de transformar tradições humanas em Dogma Cristão. Mas vocês, minhas vitimas!; já não sabem o que é isso! Uns querem 'pentecostalizar' o mundo, outros 'prebiterianiza-lo', outro tanto só pensa em ‘anglicanizar’. Já encontrei até quem ache que os que negam o Dispensacionalismo serão “deixados para trás”. Também me lembro de certo pregador berrando que “crente que não fala em línguas não tem combustível para subir!”. Tudo isso é música para os meus ouvidos! Confesso que cheguei a me sentir inseguro algumas vezes. Por exemplo, quando o sangue dos mártires lavou o paganismo do Império Romano. Mas, logo o poder subiria a cabeça de alguns, e a coisa meio que desandou. Depois veio certo monge, com mania de me ver em tudo quanto é lugar. E acho que ele realmente me viu, pois percebeu o que eu fazia, e tratou logo de me exorcizar com 95 Teses. Daí pareceu-nos bem promissor tentar fazer estes cristãos, novos, reformados, cometerem os mesmos erros de seus pais, sem que pudessem dar conta disso. Como? Uma historinha de dormir que tio Screwtape nos contava à beira do Lago Fumegante ajudou muito na elaboração de um plano. Ele nos dizia sobre o modo correto de cozinhar um sapo vivo. Primeiro, coloca-se o sapo numa panela fria, que vai sendo aquecida pouco a pouco, até que o sapo cozinhe vivo. Ora, nunca tentei fazer isso com um sapo, mas quase sempre dá certo com vocês, cristãos. Um pouco de fermento leveda toda a massa. Um pouco aqui, um pouco ali, um acréscimo aqui, outro lá. Pouco a pouco, como no passado, vocês foram transformando novas tradições em novos Dogmas, e aquilo que era uma Reforma, virou apenas cópia, e, cá entre nós, da mal feita. Um Cristianismo puro e simples tornou-se algo tão estranho a vocês, que facilmente os convenci a buscar coisas mais extravagantes. O Cristo crido e pregado por vocês é completamente irreconhecível, mesmo para alguém como eu, que pude vê-lo de perto no Getsêmani. Ele não ficava grilado com roupas, cerveja, cigarro; não ensinava cobertura espiritual, sacrifícios financeiros, plantações de ‘sementes’, e tão pouco sobre o quanto os cristãos devem ser felizes, saudáveis e consumistas. A pureza e a simplicidade da sua mensagem, creiam-me, o tornariam um herege em muitas Igrejas atuais. Vocês o acusariam de bêbado, amigo de pecadores e talvez até de bem humorado demais! Adoro vê-los satanizar Mickey Mouse e Harry Potter, enquanto seus ídolos musicais possam de estrelas, cobram cachês milionários e distribuem autógrafos. Isso me faz lembrar outra parábola interessante, essa contada por Jesus, e seria terrível para nós, no Inferno, se os cristãos tivessem aprendido alguma coisa dela (sorte minha!). Vocês certamente se lembrarão dela, mas talvez imaginem que ela valia apenas para os fariseus. Sim, Jesus disse que eles coavam mosquitos e engoliam camelos - felizmente vocês não aprenderam a lição. Adoro fazer vocês dividirem Igrejas por causa de uma guitarra, ou uma eleição convencional, enquanto seus líderes se digladiam nos bastidores por meia-hora na televisão, ou por cargos eclesiásticos. Adoro vê-los satanizar Mickey Mouse e Harry Potter, enquanto seus ídolos musicais posam de estrelas, cobram cachês milionários e distribuem autógrafos. Divirto-me ao ver que não percebem que o verdadeiro satanismo de Potter, o humanismo, desde muito está canonizado nos hits e palavras de ordens de seus pastores, bispos e apóstolos... Ah! Mesmo assim batem em seus peitos, cheios de orgulho e autoconfiança: “Não somos como os seguidores do Papa! Nós seguimos apenas as Escrituras!”. Será? Pouco me importa, já que os resultados me tem sido satisfatórios. Dia desses, aliás, recepcionamos aqui um grupo interessante de novos hospedes. Um deles tentando simular um Shofar com as mãos trêmulas, desesperado para afastar o que julgava ser apenas um pesadelo, divertia-nos a todos. Menos seus três companheiros. Os outros três, apesar do desespero da situação, tentavam montar uma agência para evangelizar e converter o Inferno – apenas não conseguiam decidir se isso se deveria acontecer pentecostalizando, arminianizando ou luteranizando o submundo do Encardido. É por isso todo o meu esforço para afastá-los do Mero Cristianismo. Porque se começarem a acreditar que o Evangelho da Graça é suficiente, estaremos perdidos aqui em baixo, no submundo. Neste caso, o sonho de Spurgeon, sobre o céu estar mais cheio do que o Inferno, poderia se tornar realidade em segundos. Muito mais produtivo é fazê-los acreditar que a Graça não é o bastante. Você deve ser convencido que precisa também de uma lista de mandamentos humanos, uma coleção de “pode-não-pode”, não importa qual, nem escrita por quem, basta que haja a tal lista e, ainda melhor, se a virem como a mais perfeita entre outras tantas listas escritas por homens circulando por ai... Paro por aqui, para não correr o risco de, ao invés de simplesmente agradecer, terminar alertando-os. Deus me livre! A gente se vê... Ou não?

domingo, 22 de janeiro de 2012

QUE ESTAMOS PREGANDO?

A Igreja do Senhor Jesus Cristo tem sido marcada, ao longo dos séculos, pelos seus pregadores. Pregar é nobre, sublime e honroso. Algumas vezes pregar é sacrificial. Pregar exige renuncia, dedicação e conhecimento das Escrituras. A determinação de pregar deve ser conseqüência do chamado para pregar. O chamado para pregar exige preparação para pregar. Pregadores sinceros, bíblicos, prudentes, piedosos e espirituais sempre terão um auditório preparado para ouvi-los. Geralmente, com os mesmos atributos. Pregadores levianos e superficiais sempre serão aplaudidos por igual tipo de criaturas. Existe a pregação que distrai. Tanto distrai como destrói. Existe a pregação que apenas faz rir. Faz rir na hora e faz chorar depois. Existe a pregação que faz chorar. Faz chorar no presente, enquanto assegura alegria e felicidade para sempre. Existem os pregadores que animam os auditórios, assim como existem auditórios que animam os pregadores. Os pregadores-arautos trabalham com as ferramentas que Deus usou para compor a Bíblia: inspiração, iluminação e revelação. Os pregadores são chamados e levantados para falarem em nome de Deus. São porta-vozes da Divindade que abençoam a Humanidade. É sublime sua tarefa e abrangente o seu ministério. Precisamos, como Lutero, pensar na pregação como coisa grande. Recordemos o que ele declarou: Essa coisa grande e maravilhosa é realizada inteiramente por meio do ofício da pregação do Evangelho. Visto superficialmente, parece algo insignificante, sem qualquer poder, como qualquer discurso ou palavra de um homem comum. Mas quando tal pregação é ouvida, seu poder invisível e divino está em ação no coração dos homens por meio do Espírito Santo. O labor da pregação não pode subestimado à condição de sobremesa. Muito menos deve ser absorvido como um tira-gosto que antecede a refeição. Ela sempre deve ser o prato principal. Que os nossos púlpitos se enriqueçam, cada vez mais, com pregações fervorosas, bíblicas, simplesmente profundas embora também profundamente simples. Sabe-se facilmente se a pregação atingiu o objetivo de Deus. Quando o pregador pronuncia o amém e o culto se encerra, as pessoas nunca dizem: que extraordinário pregador!. Elas comentam a uma só voz: "Que maravilhoso Jesus..."

domingo, 25 de dezembro de 2011

A HIPOCRISIA

A HIPOCRISIA
Tudo em Jesus me impressiona. Seu ser, Suas palavras, Seus gestos, Suas virtudes. Tudo, enfim.
Aguardo o dia de estar na "Casa do Pai" para oferecer-Lhe a adoração que Ele merece, sem as rudes fragilidades desta vida terrenal.
Tudo me impressiona em meu Querido Mestre.
Hoje, quero destacar o Seu cuidado com as palavras, quando por aqui passou. Com que sabedoria as escolheu! Com que sublimidade as pronunciou!
Algumas vezes tenho pensado que Suas mais tristes frases foram as que Ele iniciou com as palavras AI DE VÓS...
Seria de esperar que o Mestre usasse tal expressão para o tipo de pecado – e de pecadores por nós rotulado de pior(es). Os leitores bem os conhecem.
Mas assim não foi.
Ofereceu perdão para a mulher adúltera, retratou a compaixão que merecia o filho perdulário, saboreou uma refeição com o descriminado Mateus, fez de uma ex-endemoninhada a pioneira de Missões, conversou longamente com a destemperada mulher de Samaria, chamou um caloteiro de Jericó de filho de Abraão e entrou em sua casa, convocou dois jovens arruaceiros para estarem entre Seus discípulos e abençoou um malfeitor na hora da morte, tornando-o um convidado especial para a inauguração do Paraiso.
No entanto, quando contemplava os hipócritas, não poupou palavras de dura repreensão e severo juízo.
Todo mundo sabe que os hipócritas continuam a existir. Às vezes proliferam como ratos. E se tornam invulneráveis a qualquer tipo de raticida.
Mas nem todos na Casa de Deus estão combatendo a sua hipocrisia, como Jesus fez.
Quem concorda com um hipócrita, mais cedo ou mais tarde será hipócrita também. O vírus da hipocrisia se transmite mais facilmente do que sarampo ou varíola.
Quem defende um hipócrita é tão hipócrita quanto ele.
Quem bajula um hipócrita é mais hipócrita que ele.
Os hipócritas usam simultaneamente as duas mãos. Com uma afagam. Com a outra, apunhalam. Como morcegos, assopram uma suave brisa enquanto chupam e sugam o sangue de suas vítimas.
Os hipócritas mandam um e-mail de bajulação para um amigo e no e-mail seguinte "detonam" o mesmo amigo.
Os hipócritas levantam a mão no culto apoiando uma decisão pastoral e quando chegam na calçada dizem que apoiaram mas estão visceralmente contra.
Todo hipócrita é conhecido pela facilidade com que dá um tapinha nas costas do seu líder. É com essa mesma mão que cumprimentam outros hipócritas e planejam a derrota do líder.
Todo hipócrita é manhoso. Todo hipócrita é cínico. Todo hipócrita é crítico e zombador sem piedade (Sl 35.16). Todo hipócrita é desleal. Todo hipócrita é falante. Todo hipócrita é destruidor de vidas, Pv 11.9. Todo hipócrita é mentiroso. Todo hipócrita é falso. Vários hipócritas têm o hábito de beijar o líder. Alguns melosamente o chamam de meu pastor.
Todo hipócrita tem duplicidade de palavras e de atos. Diz uma coisa, enquanto está pensando noutra. Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mc 7.6.
Se a hipocrisia é enfermidade entre os membros da Igreja, entre os ministros é veneno letal.
Como identificar os hipócritas?
Jesus declarou (Mt 6.2) que eles gostam de tocar trombetas em função das esmolas que dão, quer nas sinagogas, quer nas ruas. São loucos por aplausos humanos, visto serem famintos inveterados. Têm uma insaciável fome de glória.
Os hipócritas amam os holofotes. Não podem viver fora das manchetes. É isto que entendemos quando lemos Mt 6.4. Para eles, orar baixo não vale a pena, porque os gravadores não registram a beleza de seus discursos para o Infinito. As esquinas das ruas são o local preferido para a montagem de seus palcos, pois a multidão que passa precisa, depois, fazer seus adocicados comentários nos orkuts da vida.
Como não jejuam para Deus, precisam do reconhecimento da congregação. Isto posto, são caprichosos na apresentação visual de um rosto entristecido, adornado pela maquiagem de uma falsa piedade. Parece, às vezes, que perderam filhos na guerra, ou irmãos no incêndio, de tão tristes que se mostram. Na verdade, apenas perderam a si mesmos. Não esqueça a marca registrada dessa matilha: "para serem vistos pelos homens".
Os hipócritas não gostam de aprender. Ao contrário, tentam especializar-se em poucos temas, e fazem deles os ícones da sua vida. E vão a todos os lugares, fazendo perguntas unicamente sobre aquilo que julgam saber, a fim de parecerem sábios, enquanto humilham aqueles aos quais interrogam. Uma plataforma ideal para eles: classes da Escola Bíblica Dominical. Mas, também em outras reuniões, como cultos nos lares, etc., etc.
Foi assim desde os tempos de Jesus, como se lê em Mt 22.18.
Jesus não os chamou de irmãos, nem de discípulos, nem de coitados, nem de servos. Chamou-os de hipócritas. Essa é sua verdadeira identidade.
Jesus nos ensina que os hipócritas, em qualquer igreja, chegam a tornar-se o maior entrave para a Evangelização dos perdidos. Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar, Mt 23.13. Vale acrescentar que eles anulam o evangelismo, mas defendem o proselitismo: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós. Mt 23.15.
Os hipócritas a ninguém poupam. Mas, existem alguns alvos favoritos, como as viúvas. Novamente, é Jesus quem declara: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação. Mt 23.14.
Apesar de serem meticulosos na entrega dos dízimos de hortaliças (e do dinheiro?) Jesus declarou que a balança dos hipócritas está desequilibrada. Pensando nas antigas balanças de dois pratos, os hipócritas somente usam um: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas. Mt 23.23.
O cuidado que os hipócritas manifestam pela aparência das coisas aproxima-se do fanatismo. Para eles o melhor do culto é a liturgia, são escravos da formalidade e críticos mordazes do sobrenatural. Todo hipócrita abomina o sobrenatural. Essa voraz paixão pelo exterior anulou toda a visão do interior, do realmente sagrado, do profundamente espiritual. Recordemos as palavras do Mestre: Ai de vós, escribas e fariseus,hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança. Mt 23.25.
Existe uma grande aproximação entre hipócritas e cemitérios. Hipócritas estão espiritualmente mortos. Cemitério é lugar de mortos. Cemitério é lugar de sepulcros. Hipócritas, declarou Jesus, são semelhantes a sepulcros. Existem cemitérios que encantam pelo visual exterior. Mas todos sabemos o que existe lá por dentro. Exatamente assim são os hipócritas.
Mais uma vez o Mestre fala: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Mt 23.27.
Ainda é tempo de colocar as coisas no lugar.
Deixemos os hipócritas onde devem ficar. Por que introduzi-los no sagrado Ministério? Por que lhes oferecer cargos e posições, como se isto pudesse transformar suas vidas ocas? Como fazer de um hipócrita um pastor, se Jesus afirmou que eles não entrarão no Céu (Mt 24.50,51)?
Queira o Senhor Jesus conceder-nos a tríplice graça: (1) de abominarmos (2) de condenarmos e (3) de nos defendermos dos hipócritas.
Sem eles, a igreja marchará muito melhor!
Um grande desejo para o próximo ano: que durante ele haja menos hipócritas na Casa de Deus.

sábado, 29 de outubro de 2011

PRINCIPES VERSUS SERVOS

Faltariam palavras a qualquer mortal se desejasse expressar a sublimidade do favor divino para com aqueles que dedicam suas vidas ao Senhor Jesus.

Nossa nova condição nos propiciou um status único entre os demais seres humanos: filhos de Deus. Jo 1.12.

Ser filho de Deus significa ser filho do REI DO UNIVERSO, Soberano dos soberanos, Criador Eterno, o Todo-Poderoso, El Shaddai.

Ser filho do Rei significa ser príncipe e possuir autoridade, dignidade, respeitabilidade.

No entanto, devemos ser vigilantes, cautelosos, sensatos e humildes.

Não podemos nem devemos superestimar nossa condição de filhos do Rei. Não devemos confundir filhos do rei com o próprio rei.

Freqüentemente se ouve nos púlpitos de nossas igrejas obreiros sinceros que são possuídos de grande entusiasmo e começam a decretar bênçãos, favores e graças a pessoas da comunidade.

A pergunta é esta: um príncipe possui a mesma autoridade do Rei? Ou seja, príncipe pode decretar, como se rei fosse?

Se não me equivoco, Jesus nos mandou orar PEDINDO e não orar DECRETANDO.

Procure examinar no texto sagrado as referências aos decretos e veja como decretar é próprio das autoridades do mais alto escalão.

Não queiramos ser pequenos deuses. Sejamos grandes filhos de Deus. Grandes em gratidão, grandes em humildade, grandes em submissão.

Não me parece que estamos autorizados a decretar curas e riquezas.

No entanto, podemos ministrar a bênção do Senhor.

Nada perderemos se tomarmos algum tempo examinando a diferença entre bênção ministrada e compartilhada e o decreto outorgado.

Deus em tudo nos ajude a acertarmos sempre, na realização de nossa tarefa ministerial.

EXTRAIDO E COPILADO

sábado, 10 de setembro de 2011

O Ensinador: AINDA CONSIDERAMOS O VALOR DE UMA ALMA?

O Ensinador: AINDA CONSIDERAMOS O VALOR DE UMA ALMA?: AINDA CONSIDERAMOS O VALOR DE UMA ALMA? Ao referir-se ao valor de uma alma, Jesus declarou ser ela superior a todo o mundo, afinal quem gan...

AINDA CONSIDERAMOS O VALOR DE UMA ALMA?

AINDA CONSIDERAMOS O VALOR DE UMA ALMA?
Ao referir-se ao valor de uma alma, Jesus declarou ser ela superior a todo o mundo, afinal quem ganhou o mundo e perdeu a alma jamais ganhou alguma coisa; é por conta disso que me custa entender a depreciação da alma na atual bolsa de valores de certos Ministérios.
Ouço falar com dolorosa (e dolorida) freqüência que líderes eclesiásticos declaram de seus tronos que qualquer pessoa será excluída se visitar determina Igreja (do mesmo nome, por sinal, mas de outra Convenção), ou se ouvir uma emissora de outra Denominação, ou ainda se comungar em outros arraiais. Mesmo sendo da mesma fé, mesmo lendo a mesma Bíblia. Mesmo indo para o mesmo Céu.
Que vergonha! Que decepção! Que deboche! Que péssimo testemunho para os infiéis! Que traição aos ensinos do Mestre!
Como causa prazer a muitos líderes, decididamente incapazes de ganhar uma alma para Cristo, desligar e desligar e desligar. Excluir, excluir e excluir.
Em muitas igrejas, no fim do ano, quando se apresenta um relatório as estatísticas deixam bem claro que o número dos que entraram é bem menor ao dos que saíram ou foram retirados.
Como têm crescido as igrejas dos filhos, das ovelhas e das moedas perdidas.
Nas parábolas de Lucas 15, o filho se perdeu porque o desejou. A ovelha, porque vacilou. A moeda, porque a dona de casa dela não cuidou. Para alguns é prova de heroísmo expulsar os irmãos que se recusaram a cumprir seus caprichos.
Este é o perigo de ser maioria. Não faz diferença perder aquilo que não se ganhou. Este é o principio que os rege. A casa está tão cheia que, segundo alguns, não faz diferença perder uns. Embora esses uns sejam milhares. Nesta época de globalização, pensar em uma vida parece uma prática extinta.
Precisamos de um reavivamento que faça pastores chorarem por ovelhas, ao invés de as ovelhas chorarem por pastores.
Já não bastam os pseudos-avivalistas, que se preocupam apenas com o barulho e o movimento, e nem de longe estão preocupados e embuídos do sentimento e da necessidade de ganhar almas?
Já não bastam os que se intitulam levitas, mas só se preocupam em manipular as pessoasm com os seus bordões de: vire pro seu irmão e diga isso e diga aquilo, e faça aquilo outro, tornando a igreja num bando de marionetes e apenas preocupados em aumentar sua conta bancária?
Já não bastam os que pensam ser os astros e estrelas, que querem brilhar mais que o sol da justiça, e exigem tratamento vip e tapete vermelho estendido por onde passam, mas que nunca sentaram em uma sala de aula para cursar sequer um curso básico regular de teologia?
Para completar, agora desaparecem os apascentadores, visto que se travestiram de a-pau-sentadores. Está na ordem do dia condenar. Condenar os avivamentos, condenar os dons espirituais, condenar os longanimos, condenar os que não são ricos, condenar os misericordiosos, condenar os pobres condenar os que discordam, condenar os que questionam, condenar os que não bajulam. Somente condenar.
É necessário falar ao povo, advertindo e chamando a atenção para o fato de que Deus não tem filhos prediletos, nem compromissos personalizados com áreas restritas de Seu Povo. Deus não é obrigado a estar em nossas reuniões, quando e se elas não O incluem em seus programas.
É hora de refletir.
A paixão de Deus não é por siglas, nem por rótulos, nem por marcas-e-patentes, nem ainda por palácios. Ele é apaixonado por vidas. Tão apaixonado por elas, a ponto de oferecer Seu Filho para as redimir.
Não sejamos insensatos, perdendo tempo em fazer política, retalhando ainda mais o Corpo do Senhor, e desordenando as fileiras dos redimidos, enquanto apoiarmos cismas e espalhamos confusão. Recusemos decididamente a ser o único exército que devora e mata os seus próprios soldados. Começando pelos feridos em pleno campo de batalha. Amemos as vidas. Busquemos as vidas. Preservemos as vidas. Ajudemos as vidas. Elas valem mais que nosso bem-estar. Elas significam mais que o mundo inteiro.
Se não conseguimos ganhar as que poderiam vir, pelo menos não tratemos de perder as que já estão entre nós. O mais importante de tudo ainda é O VALOR DE UMA ALMA.